Os meus filhos não são meus filhos. Isto pode parecer estranho mas já explico. A maioria dos pais não são pais, são 'paaaiiss'. Encaram este termo com o peso da hierarquia, com a idéia de que estão acima (ainda que amando incondicionalmente os seus filhos), e que muito têem para ensinar. E está bem. Porém não se apercebem o quanto eles próprios têem a aprender com os que nasceram de si mesmos. Quando olho para as minhas crianças, que brincam,tão tenras, ingénuas, porém tão mais resistentes do que eu, vejo mais do que 2 filhos; vejo antes dois companheiros de jornada que se juntaram a mim para juntos descobrirmos mais, desbravarmos a vida, esgotarmos o universo de emoções que existe em nós. Eles estão aí, potenciais do acontecer, ávidos de viver, muito mais além do que eu, porque são a minha extensão. Com todo o amor que tenho em mim, da forma que sei fazer, sou como a rôla que alimenta a cria e como a leoa que a defende; sou o pregão que ecoa em seus ouvidos e o camponês que lavra a terra. Contudo essas sementes germinarão e independentes do meu querer eles serão eles mesmos, mostrando ao mundo ao que vêem, os seus propósitos. O que eu lhes der estará aí espelhado mas eu, mais do que eles, serei em função do que lhes dei e do que pude aprender com eles.
terça-feira, 3 de julho de 2007
segunda-feira, 25 de junho de 2007
Uma hora feliz
Quantos de nós não traçam linhas para a vida, objectivos, projectos, enfim...? Todos, ou uma grande maioria. Mas às vezes, damos conta, ao olhar atrás, que não foi assim. Estamos onde nunca pensámos estar, com quem menos imaginámos, a fazer o que não faríamos. Pois é. Bastou estar ali um instante (eu nem era para ter lá ido...) e pronto, a bússola perdeu o norte, o calendário ganhou dias que nem estavam no calendário.
A muitos isto não acontece, é verdade. A mim aconteceu. Sou feliz.
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